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30/03/2023 - 16h40m

O MESMO ENCANTO

Irmãos dividem paixão por Enfermagem e salas de aula na Unitins de Augustinópolis

Por Bico 24 Horas

Andressa, Anderson e Wanessa são irmãos de sangue e compartilham o mesmo encanto pela Enfermagem. Os três estudam no Câmpus Augustinópolis da Unitins.

Os conteúdos de estudos são comuns para os irmãos Anderson, Andressa e Wanessa que em casa também conversam sobre a faculdade

Até o ano passado, a acadêmica de Enfermagem Andressa do Nascimento Alves, de 23 anos, percorria o caminho entre sua casa e o Câmpus Augustinópolis da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins) sozinha. Isso mudou após o vestibular 2023/1, quando seus irmãos Anderson Pablo do Nascimento Alves, de 21 anos, e Wanessa Beatriz do Nascimento Alves, de 19 anos, foram aprovados para o mesmo curso: Enfermagem.

Nós dois nos inscrevemos no vestibular incentivados pela Andressa, mas não contamos um para o outro. A Wanessa achava que eu ir fazer vestibular para Direito, coisa que eu já tinha feito. Quando passei, só olhei o meu nome, não vi o nome da Wanessa”, contou aos risos o calouro Anderson Pablo.

Wanessa também foi surpreendida com a própria aprovação. Só soube do resultado final no último dia de matrículas e com muita correria conseguiu se inscrever no curso de graduação. “Eu não pensava em Enfermagem, mas convivendo com a Andressa, ouvindo os relatos sobre os estágios e as rotinas me inspirou a olhar de outra forma para essa profissão. Mesmo assim lutei contra (risos). Queria fazer Direito, mas com o tempo esse pensamento começou a ir embora. Quando fiz o vestibular da Unitins eu estava doente, então nem esperava a aprovação”, compartilhou a acadêmica do 1º período.

Wanessa, Andressa e Anderson estudam no Câmpus Augustinópolis e cursam Enfermagem (Foto: Ananda Portilho)

A porta de entrada da Enfermagem na família Nascimento foi a aprovação de Andressa, mas a admiração por essa profissão ficou muito mais evidente para a estudante e para a sua família quando a irmã mais velha precisou trancar a faculdade por dois anos para fazer um tratamento de saúde, em 2020. Mesmo afastada, Andressa sonhava em retomar os estudos e concluir a graduação que escolheu ainda no ensino médio.

Na escola eu ficava listando as áreas de atuação e as faculdades, e me identificava mais com a área da Saúde. Quanto mais eu lia sobre a profissão do enfermeiro, que eu via que tem como função acompanhar o paciente de forma humanizada, mais eu me identificava. Eu não sabia o que era a Unitins, mas fui muito estimulada por um professor do ensino médio. Eu sempre me perguntava se eu era capaz. Quando descobri a Unitins e vi que tinha Enfermagem, decidi fazer o vestibular. Nem acreditava que fosse capaz, porque sofri tanto bullying na escola que duvidava de mim mesma”, compartilhou Andressa.

Os três são os primeiros da família a fazer uma graduação. Além de dividirem a casa onde vivem com a mãe, também dividem as salas de aula, sobretudo Anderson e Wanessa. O jovem revelou que ficou muito mais tranquilo quando soube que ia estudar com a irmã.

Senti um certo receio porque achei que ia só para a universidade. Pensava: ‘Não vou conhecer ninguém. E agora?’, e acabei ficando muito aliviado quando soube que ela tinha passado”, contou. “No começo eu fiquei um pouco assustada porque pensei que ia ver ele em casa e aqui [Unitins], mas não é ruim (risos). Eu me sinto mais segura dividindo a sala com ele e também já fizemos muitos amigos”, completou Wanessa.

Anderson e Wanessa foram aprovados no vestibular de Enfermagem da Unitins juntos (Foto: Ananda Portilho)

Quando foram perguntados sobre o que a Educação e Unitins significam para eles, os três foram muito categóricos em compartilhar as oportunidades que o curso superior tem proporcionado para a família.

Nossa vida não é fácil. Nosso curso é integral e a gente tem se virado para conseguir estudar. Mas eu me sinto realizada porque estou saindo, mas sei que deixo um legado para eles e eles vão seguir. Fico bem mais confiante. A Unitins, para mim, abriu um novo caminho. Hoje, eu já planejo a minha residência”, contou a acadêmica do 7º período.

Para Anderson, a aprovação no vestibular foi uma virada de chave. “Para mim, representa um novo caminho. De certa forma, eu não tinha um objetivo a seguir. Terminei o ensino médio, fiquei três anos parado e pensando sobre o que eu ia fazer. Depois que passei [no vestibular] vários caminhos começaram a se abrir, comecei a pensar sobre o que eu queria fazer [da vida] e a ter expectativas”, compartilhou o calouro de Enfermagem.

Apesar da mudança drástica do Direito para a Enfermagem, eu gostei do curso porque tem uma área que eu sempre tive muito interesse em trabalhar, que é a estética. Sempre pensei nisso e agora vou poder colocar em prática. Estou muito ansiosa. A graduação tem sido muito importante para mim”, assinalou Wanessa.

Andressa concluiu compartilhando o exemplo do que vive dentro da própria casa. A Educação transforma vidas? “Com certeza. Está transformando as nossas. A educação abriu portas para a gente de realizações, mudou a minha vida, minha visão de mundo e me permitiu passar essa experiência para eles. Foi tão bom para mim, que eu tive certeza que precisava compartilhar com meus irmãos. Eu ficava contando minhas experiências e achava que eles nem ligavam, mas eu fui plantando uma sementinha dia a após dia e, hoje, eles estão aqui”, contou sorrindo.

"É satisfatório ver uma família dividindo os seus sonhos, especialmente, quando esse sonho passa pela Enfermagem, uma profissão fundamantal no sistema de saúde. Ver e acompanhar histórias como a da Andressa, do Anderson e da Wanessa, e saber que estamos contribundo diretamente para seus objetivos de vida nos estimula a continuar construindo uma educação inclusiva e de qualidade. Além disso, trabalhamos para entregar para a soeciedade profissionais capazes de compreender e atender as necessidades de saúde da comunidade pautados na ética, no compromisso e na humanização da relação entre enfermeiro e paciente", comentou a coordenadora do curso de Enfermagem/Câmpus Augustinópolis, Hanari Tavares.

A diretora do Câmpus Augustinópolis, Gisele Leite Padilha, lembrou que a Unitins tem transformado a realidade da população local por meio da oferta de ensino superior. “A Unitins quebra paradigmas e muda realidades. Em um passado não muito distante, para estudar, buscávamos outras regiões do Estado ou estados vizinhos para que tivéssemos acesso ao ensino superior. Mas desde 2014 a Unitins vem oportunizando às pessoas da nossa região o acesso a uma educação pública e de qualidade, transformando a vida dos jovens e, consequentemente, das suas famílias”, comemorou a gestora.

Irmãos mais novos foram influenciados por Andressa, de 23 anos, que cursa o 7º período de Enfermagem (Foto: Ananda Portilho)

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